2.1.13

Branco no preto

E então notou, no mesmo fiapo de segundo, um fio branco no cabelo e outro na barba. A ficha caiu de arrancada: os anos passavam, estavam certos.

Quando puxou o pensamento, a mente sangrou um bocado. Deu uma coceira no eu-lírico. E então, perdido, eureca!, descobriu que vinha aparando o português sem nem perceber.

Sovina, encurtava as orações a ponto de levar Deus a um bar para beber esses tempos difíceis. E sabe-se lá quantos períodos levou até conseguir colocar o preto no branco. Comemorou, mesmo assim. Pelo menos agora não faltaria mais branco.

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